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O Concelho de Pampilhosa da Serra Versão para impressão Enviar por E-mail

    O concelho da Pampilhosa da Serra que tem por sede a antiga vila do mesmo Nome, situa-se na Beira interior do território nacional. Pertence ao distrito e Bispado de Coimbra,  à província da Beira Baixa e é comarca.

   Ocupa uma extensa área de cerca 396 Km2, sendo o maior concelho do distrito a que pertence. Integra as freguesias de Cabril, Dornelas do Zêzere Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo, Unhais-o-Velho e Vidual de Cima.           

    Relativamente aos limites fronteiriços, o concelho é limitado a Norte pelo município de Arganil, a Poente pelos de Góis e Pedrógão Grande, a Sul pelos da Sertã e Oleiros, e a Nascente pelos do Fundão e Covilhã.

    O enquadramento posicional deste concelho no conjunto do território português, com a Beira Litoral a Poente e a Beira Baixa a Nascente, permitiu-lhe uma situação de convergência entre estas duas importantes regiões do país.

    Um outro factor determinante que terá contribuído para a fixação dos povos nesta região foi certamente a abundância de água. No concelho correm os rios Ceira a norte, o rio Unhais a meio e o rio Zêzere a sul. A par destes há outros cursos de água dignos de nota, nomeadamente as ribeiras de Carvalho, Praçais e Pessegueiro.

    O território Pampilhosense é hoje bem diferente do da época da sua fundação. Até inais do século XVI, o concelho da Pampilhosa compreendia uma única paróquia, a de Nossa Senhora do Pranto da Pampilhosa, onde já se desenhavam quase todos os lugares que a integram actualmente, bem como os lugares do Cabril, Sanguessuga, Praçais, Pessegueiro, Braçal, Malhadas, Carvoeiro e Machio.

    No princípio do século XVII, provavelmente no ano de 1614, o lugar do Cabril viria a tornar-se sede da segunda paróquia do concelho da Pampilhosa, que incluía os lugares de Praçais e Sanguessuga. Comprovam esta afirmação, os registo da paróquia de S. Domingos do Cabril, que tiveram início nesta data e que acusam nascimentos, neste lugar, bem como nos lugares de Praçais e Sanguessuga.

    A terceira paróquia a integrar o Concelho da Pampilhosa, na primeira metade do século XVIII, no ano de 1724 foi S. Simão de Pessegueiro. Esta, incluía os lugares de Pessegueiro de Cima, Pessegueiro de Baixo, Malhadas da Serra, Coelhal, Braçal e Carvoeiro.

    No ano de 1835, S. Miguel do Machio era a quarta paróquia a integrar o concelho da Pampilhosa, compreendendo os lugares de Machio de Baixo e de Cima e Vale Pereiras.

    Com a divisão administrativa de 24/10/1855, o concelho da Pampilhosa recebeu as freguesia de Dornelas do Zêzere; Janeiro de Baixo, Unhais o Velho, Vidual de Cima e Fajão (integradas no extinto concelho de Fajão); e a Portela do Fojo (compreendia alguns lugares da Álvaro e outros do concelho de Alvares).

"PATRIMÓNIO PAMPILHOSENSE"

 

 

Tradições, e Curiosidades


     As festas realizadas no concelho são diversas, destacando-se a de S. Sebastião, em Cabril, a 20 de Janeiro; a de S. Miguel, a 29 de Setembro; a da Nossa Sra. da Guia, em Fajão, a 15 de Agosto; e a da Sra. da Paz, a 24 de Janeiro.
A nível de feiras são de referir a de artesanato, em Agosto, realizada pela Câmara Municipal, e a feira e o mercado, às segundas e últimas quintas-feiras de cada mês, respectivamente.
O feriado municipal é o dia 10 de Abril.
     Como curiosidade, originariamente até ao século XIX, o concelho era designado de Pampilhosa, que tem origem etimológica na palavra Pampilho, nome de uma planta campestre, idêntica ao malmequer. Passou a ser da Serra, para distinguir de Pampilhosa do Botão (Mealhada).
Do artesanato, são de destacar os trabalhos em madeira (miniaturas de santos populares e de figuras que retratam as profissões e os costumes tradicionais), a tecelagem (tapetes e mantos), trabalhos em pedra, as rendas e os bordados.

IN DICIOPÉDIA 2005